A palavra que contorna - o torno do corpo
O contorno do corpo
em desalinho
reclama um macio de pele e lençol,
um tempo de abraço.
Lonjuras de amor.
[VG]
12.09.2018
quarta-feira, 12 de setembro de 2018
domingo, 3 de junho de 2018
O castanho do olhar
Rastro,
travessia e mapa:
cartografia,
artefato.
poemas e redes,
rizomas
escrita
escritura
escrevivências
A imagem do Augustin Fernández Mallo
e a nuance do castanho nos olhos:
a lembrança de um olhar
que me vigiou
tantas vezes
na infância e depois
de novo numa outra
infância
Esse tom de castanho deve vir da Espanha
eu vejo que sim!
Saudade
de todo castanhice do teu olhar, meu pai
[VG 03.06.18)
travessia e mapa:
cartografia,
artefato.
poemas e redes,
rizomas
escrita
escritura
escrevivências
A imagem do Augustin Fernández Mallo
e a nuance do castanho nos olhos:
a lembrança de um olhar
que me vigiou
tantas vezes
na infância e depois
de novo numa outra
infância
Esse tom de castanho deve vir da Espanha
eu vejo que sim!
Saudade
de todo castanhice do teu olhar, meu pai
[VG 03.06.18)
terça-feira, 1 de maio de 2018
A mãe, a mulher e o vídeo
A mãe
era doente, tinha câncer
e era velha.
A mulher
ainda é alegre,
faz palhaçadas
e limpa o ônibus
vestida de faxineira.
O video revela a graça
e a fuga da mulher,
que foge de si,
da mãe doente,
da doença.
Fugindo, assim, ela
desarma a dor de quem passa
e a minha também.
Filmando,
sou a mãe doente,
a mulher alegre
e aquela que escapa da dor
Não sem encontrá-la
[VG] 01.05.18
era doente, tinha câncer
e era velha.
A mulher
ainda é alegre,
faz palhaçadas
e limpa o ônibus
vestida de faxineira.
O video revela a graça
e a fuga da mulher,
que foge de si,
da mãe doente,
da doença.
Fugindo, assim, ela
desarma a dor de quem passa
e a minha também.
Filmando,
sou a mãe doente,
a mulher alegre
e aquela que escapa da dor
Não sem encontrá-la
[VG] 01.05.18
quinta-feira, 12 de abril de 2018
Isso é meu
As folhas digitadas, cheias de leituras
e ranhuras no poema
são minhas.
O desejo de perguntar
e de fazer cada vez mais perguntas
consola-me o não ter respostas.
Labirinto a dentro,
submeto-me.
Uma compreensão de que a saída
é só dentro do dentro.
Se saí sempre para dentro
de alguma ideia ou sentimento
desejante
no horizonte
do devir.
Aqui
sem sabotagem
recupero cada leitura,
sem medo do que a minha escritura
desenha sem o meu consentimento
para mim e para o outro.
Trocando a ordem das prioridades
você vem primeiro,
pois é nascedouro
do que me faz sorrir
e sentir
[VG]
12.04.18
P.S.: 3 meses para entregar a tese.
e ranhuras no poema
são minhas.
O desejo de perguntar
e de fazer cada vez mais perguntas
consola-me o não ter respostas.
Labirinto a dentro,
submeto-me.
Uma compreensão de que a saída
é só dentro do dentro.
Se saí sempre para dentro
de alguma ideia ou sentimento
desejante
no horizonte
do devir.
Aqui
sem sabotagem
recupero cada leitura,
sem medo do que a minha escritura
desenha sem o meu consentimento
para mim e para o outro.
Trocando a ordem das prioridades
você vem primeiro,
pois é nascedouro
do que me faz sorrir
e sentir
[VG]
12.04.18
P.S.: 3 meses para entregar a tese.
segunda-feira, 19 de março de 2018
Espaço de indeterminação
Espaço
é o tema da pesquisa:
está e não está geograficamente
no poema.
Espaço
é o que ela busca,
o que ela deseja.
Espaço
não só para encontrar,
mas principalmente
para ser.
Como ser espaço?
Fazer-se lugar,
morada,
ponte
transitável,
fluída,
construtora de paisagens?
[VG] 19.03.2018
segunda-feira, 12 de março de 2018
Contorno e desenho
Que imagem reflito
nesse agora
tão preenchido
e consciente
de mim?
Que faltas represento?
Que faltas apresento...
Que falta?!
Lacuna e potência.
Espaço e desejo.
[VG]
nesse agora
tão preenchido
e consciente
de mim?
Que faltas represento?
Que faltas apresento...
Que falta?!
Lacuna e potência.
Espaço e desejo.
[VG]
Ainda o contorno
"O passado nunca termina?"
Não!
A gente se historiciza:
Hortênsia e
um vestido vermelho
com uma borboleta
gigante.
[ela]
Uma carteira
também vermelha.
Tudo vermelho: roupa e acessórios.
Alma também.
Bondade,
Lealdade e
loucura
Conjunto
[dela]
Medo,
dor de cabeça e
Doril
Novalgina também
[Para ela]
Quantas gotas?
Frágil
com a boca cheia
de palavrões.
[Sendo ela]
Trauma,
solidão,
abandono.
[ tudo dela]
Eu historicizo,
minha mãe,
o teu tempo.
Te devolvo
palavras.
(tuas)
Constrói outro espaço,
escolhe mais uma cor,
acredita na vida
[na tua]
Frita mais um pouco de jiló,
cozinha o feijão com linguiça.
Põe mais canela no arroz doce.
[o meu pode ser no prato fundo]
Reclama!
Grita!
Esperneia!
[depois enfrenta o medo]
[enfrenta o medo]
[enfrenta]
ENFRENTA!
[VG]
Não!
A gente se historiciza:
Hortênsia e
um vestido vermelho
com uma borboleta
gigante.
[ela]
Uma carteira
também vermelha.
Tudo vermelho: roupa e acessórios.
Alma também.
Bondade,
Lealdade e
loucura
Conjunto
[dela]
Medo,
dor de cabeça e
Doril
Novalgina também
[Para ela]
Quantas gotas?
Frágil
com a boca cheia
de palavrões.
[Sendo ela]
Trauma,
solidão,
abandono.
[ tudo dela]
Eu historicizo,
minha mãe,
o teu tempo.
Te devolvo
palavras.
(tuas)
Constrói outro espaço,
escolhe mais uma cor,
acredita na vida
[na tua]
Frita mais um pouco de jiló,
cozinha o feijão com linguiça.
Põe mais canela no arroz doce.
[o meu pode ser no prato fundo]
Reclama!
Grita!
Esperneia!
[depois enfrenta o medo]
[enfrenta o medo]
[enfrenta]
ENFRENTA!
[VG]
sexta-feira, 9 de março de 2018
Contorno segundo
Contorno segundo
A permissão
do corpo,
da cor.
Segurando
(na ponta dos pés)
o desejo.
No encontro
(consigo mesma)
um desacerto
no compasso.
A consciência
do limite,
da fronteira.
Uma linha
desenhada no novo corpo,
deixando transparecer
ponto e cor.
Ponto antigo.
linha usada.
Traço novo!
[VG]
09.03.2018
A permissão
do corpo,
da cor.
Segurando
(na ponta dos pés)
o desejo.
No encontro
(consigo mesma)
um desacerto
no compasso.
A consciência
do limite,
da fronteira.
Uma linha
desenhada no novo corpo,
deixando transparecer
ponto e cor.
Ponto antigo.
linha usada.
Traço novo!
[VG]
09.03.2018
Contorno primeiro
Contorno primeiro
Crescer é desmedido.
No começo,
esparrama para todos os lados.
É preciso equalizar,
endireitar um pouco para cada lado,
buscar a proporção.
A mão do outro
ajuda a enxergar o que não serve mais
e a descartar o entulho.
Cacos e pedaços inúteis
removidos:
espaços pulsantes...
Desejo.
[VG]
09.03.2018
sábado, 6 de janeiro de 2018
3
E este tempo
empreendido,
azulejado
de tinta,
palavra e
desejo.
Guarda no espaço
alargado,
construído,
amuralhado
de flor,
Um horizonte
comigo
no centro dele,
na margem dele,
na hipótese,
na confluência
com a porta
aberta:
Entra!
[VG]
2
No labirinto
da espera:
ela arruma a casa,
escreve e
lê poemas.
A louça lavada
o pé de hortelã e o de
manjericão
cuidados.
Tanta roupa para passar.
O texto:
desejo,
potência,
mapa!
[VG]
1
O texto que escrevo
no caderno
(vermelho)
alcança
o desamparo
que há na tua voz.
Saboreia o ritmo
pausado e sentido
da tua solidão.
Observa a tua imagem
num barco
distante.
Mas não toca as tuas mãos
nem sabe o caminho.
[VG]
Assinar:
Comentários (Atom)











