domingo, 1 de novembro de 2015

49

Quarenta e nove poemas
para tecer a volta
e te trazer
aqui
para o centro
desse texto
tão incerto.

Porque é neste centro
que a vida
se realiza
lilás
e azul.


Mar e violeta.
Oceano
surgindo
na presença da maré
que não regressa
nem prepara a tua volta.


Quarenta e nove poemas
molhados de chuva,
rasgados de sol.


Plantados na madrugada
insone,
regados de ausências,
portas e janelas
abertas
no silêncio
machucado da noite.


Quarenta e nove poemas
em vão...

[VG]

Nenhum comentário:

Postar um comentário