domingo, 18 de outubro de 2015

Agora

Agora que as coisas já se tornaram visíveis,
posso enxergá-las com maior clareza.
Tua casa tão vazia de ti,
Teu corpo tão sozinho, e tua armadura
tão lustrada.

Não me faz falta olhar para aquele mar,
embora fosse tão bonito e indescritível.
O que era belo nele foi se diluindo
com a tua ausência nas cores e nas ondas
que ele me apresentava.

Você não é mais aquele mar,
nunca foi.
Talvez a areia com pegadas
ainda permaneça, mas as pegadas
eram somente tuas.

E o destino?
para longe,
para dentro de ti.

[VG ]





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