sábado, 31 de outubro de 2015

Cotidiano

Naquela manhã
em que você foi trabalhar,
fiquei por ali na casa,
no sofá,
na varanda.

Olhei para as flores,
para a rua
e
voltei para a cozinha,

Andei a casa toda
e o calor
não me permitia sair.

Gostava daquela sensação
de estar ali
e de saber
que
era tudo impregnado de ti:
a parede cheia de retratos, pinturas e fotografias.
Muitas flores na sacada,
os discos, os livros, a toalha da mesa.

A tua roupa no varal,
o teu cheiro e a tua presença.

O silêncio
a espera
dos teus barulhos.


[VG]

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