sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Limite



Imagem: B.Shaden




Limite


Tua alma de jardim
engendra borboletas em mim,
e teu corpo quando passeia
nos penhascos que ainda há aqui,
alinhava horizontes
nos becos
desviados
de todas as rochas
que quiseram me ruir.

Não.
Nada é tão escuro assim.
Não somos tão fortes!
Aceita essa fraqueza
como a nossa máxima recompensa.
Flor que se desmancha no vento,
palavra que se recolhe
no íntimo
e alimenta-se ferozmente
da força que ainda a fará
ser foice e
fronteira.

[VG]


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